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Correio da Manhã

Opinião
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Miguel Alexandre Ganhão

Ajuda-me, Joaquim!

A campanha no Sporting faz-se à mesa com personalidades influentes.

Miguel Alexandre Ganhão(miguelganhao@cmjornal.pt) 6 de Fevereiro de 2017 às 00:30
Na passada quinta-feira, dia 2 de fevereiro, entravam no restaurante Horta dos Brunos, em Lisboa, Joaquim Oliveira e o filho Rolando Oliveira. Os "patrões" da Olivedesportos sentaram-se para almoçar ainda não eram 14 horas. Não sem antes Joaquim Oliveira ter cumprimentado Humberto Pedrosa, o presidente do Grupo Barraqueiro e líder do consórcio que comprou a TAP, que almoçava numa mesa à entrada. Pouco depois, entrava Bruno de Carvalho. O presidente do Sporting, acompanhado por um assessor, cumprimentou Joaquim e Rolando e sentou-se na mesma mesa. "Tens que me ajudar", suplicava Bruno de Carvalho, "eles querem destruir-me"...

A conversa entre o presidente leonino e dono da Sport TV só era percetível a espaços, mas eram evidentes os repetidos pedidos de apoio de Bruno de Carvalho. Durante a refeição, ainda se ouviu falar de comissões e foram mencionados os nomes de Coates e de Gelson Martins, que, recentemente, renovaram com o clube de Alvalade.

A Olivedesportos SGPS é dona de 3% do capital da Sociedade Anónima Desportiva (SAD) do Sporting, detendo mais de 2,1 milhões de ações, o que legitima o pedido de ajuda do presidente.

Mais estranha é a insegurança demonstrada pelo recandidato à presidência do Sporting. O pedido de ajuda a Joaquim Oliveira parece não ser caso único. Segundo apurou o Correio Indiscreto, os apelos de Bruno de Carvalho têm-se multiplicado nos últimos tempos. Os destinatários são os mais diversos: empresários da comunicação social, diretores de jornais e sócios leoninos influentes.

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Em 2007, o advogado de Sócrates representava três funcionários da autarquia de Évora que respondiam por vários crimes. O inspetor da Judiciária encarregado da investigação era Paulo Pereira Cristóvão. Face ao relatório por ele produzido, João Araújo escreveu: "O relatório constitui peça grotesca, incompetente, pesporrente, ignara e demencial." Mais: "Os pensamentos do inspetor Pereira deveriam ser dados ao desprezo [...], mal se justificando a cera que se gastou com tão ruim defunto." Claro, levou com um processo disciplinar da Ordem dos Advogados.

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