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Correio da Manhã

Opinião
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Eduardo Dâmaso

Ajudar o Haiti

Esta é uma tragédia que outras tragédias sempre trazem. O drama da ajuda humanitária que demora uma eternidade a chegar a quem dela necessita desesperadamente é uma história comum a terramotos, tsunamis e furacões.

Eduardo Dâmaso(eduardodamaso@sabado.cofina.pt) 21 de Janeiro de 2010 às 00:30

Há uma conjugação explosiva de factores que se repete no Haiti, China, Nova Orleães, que empurra sempre a condição humana para os mais baixos patamares da dignidade. A política e os seus interesses, mesquinhos pelo localismo ou execráveis pelo cálculo geo-estratégico, está sempre à frente da urgência social. A parafernália humanitária nem sempre funciona na plenitude, apesar de todo o respeito que devemos a quem trabalha em condições muito difíceis. Mas a ausência de eficácia na ajuda internacional é, mais uma vez, uma das principais causas do caos que se observa agora no Haiti.

Porque persistimos, afinal, em despejar apenas anúncios de milhões sobre as tragédias, como se a prioridade fosse apenas aliviar as nossas boas consciências? Ao menos discutam-se as boas ideias, como a de avançar com um Plano Marshall para os Haitis deste Mundo, obviamente com uma espécie de restrição de soberania em matéria de aplicação do dinheiro. Também ali como noutros pontos do Mundo a corrupção mais visível vê-se no suposto beneficiário. Mas o doador raramente está impune!

 

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