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João Pereira Coutinho

Ajustes de contas

Diz-se por aí que o PS demorou demasiado tempo a apoiar a candidatura de Manuel Alegre.

João Pereira Coutinho 16 de Abril de 2010 às 00:30

Diz-se mal. Primeiro, porque ainda não existe candidatura alguma (um pormenor que importa relembrar). Mas, sobretudo, porque só faz sentido apoiar o bardo quando a sua candidatura é vista como uma inevitabilidade burocrática e perdedora, que não entusiasma uma única alma. Um paradoxo? Longe disso.

Há três meses, quando Alegre disse ‘presente’, um apoio oficial seria uma recompensa gloriosa e, quem sabe, uma aposta vencedora. Mas como premiar um homem que, para todos os efeitos, foi mais eficaz na oposição a Sócrates do que a Oposição propriamente dita?

Agora, meses depois do anúncio da ‘disponibilidade’ e com a reeleição de Cavaco a desenhar--se, a candidatura de Alegre já perdeu todo o frescor possível. O previsível apoio do PS, mais do que uma recompensa, será um golpe de misericórdia: uma mera formalidade que permitirá ao eng. Sócrates lavar as mãos do processo e enviar o poeta para um merecidíssimo massacre.

Roma não pagava a traidores. Este Rato, pelo vistos, também não.

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