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Correio da Manhã

Opinião
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21 de Setembro de 2012 às 01:00

Votei em Pedro Passos Coelho porque o seu programa eleitoral garantia que tudo o que ali se propunha tinha sido – e cito – "estudado, testado e ponderado". E eu gostei do seu programa eleitoral. Votei em Pedro Passos Coelho para que, aproveitando o garrote da troika e a disponibilidade raríssima de um país inteiro para mudar de vida, Portugal conseguisse enfim reformar-se, actividade que até hoje nunca foi capaz de realizar em democracia sem ser empurrado por desígnios exteriores, seja o FMI, a entrada na CEE ou no euro ou o memorando de entendimento. Votei em Pedro Passos Coelho porque ele prometeu que o ajustamento do país seria dividido assim: dois terços pelo lado da despesa e um terço pelo lado da receita. Votei em Pedro Passos Coelho, e compreendi o imenso esforço que foi pedido no primeiro ano, porque ir aos bolsos dos contribuintes era a única forma de conseguir dinheiro rapidamente enquanto se preparava a indispensável reforma de Portugal.

Votei em Pedro Passos Coelho porque ser liberal significa proteger a liberdade do indivíduo das ingerências abusivas do Estado. Eu votei em Pedro Passos Coelho. Mas onde é que está o Pedro Passos Coelho em quem eu votei?

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