Alívio

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É um alívio ouvir os relatos de medo de quem está na Tailândia. É quase bom saber que fugiram assustados para longe dos hotéis, para longe da praia.
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29.03.05
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Alívio
Ricardo Marques Foto d.r.
É bom saber que milhares de pessoas se acotevelavam, receosas, nas montanhas ou nos andares mais altos dos prédios à espera de ordem para descer. Como é bom saber que ao fim de algumas horas famílias inteiras se reencontraram.
Como é estranho descobrir algo de positivo no pânico que, a meio da noite, se apoderou dos turistas. Como é positivo conseguir falar ao telefone com portugueses, saber como estão e como estavam quando as autoridades tailandesas emitiram um alerta de tsunami.
Na manhã de 26 de Dezembro, não houve nenhum aviso. Havia turistas na praia, lojas e esplanadas cheias, barcos no mar. O dia começou como qualquer outro no paraíso. Com sol e céu azul. Mas depois, a milhares de quilómetros de Phuket, a terra tremeu debaixo do mar e as ondas avançaram implacáveis.
Como teria sido bom ouvir apenas os relatos de quem se salvou nessa manhã. E não de quem perdeu familiares ou amigos. Como perderam milhares de pessoas em Dezembro.
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