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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Armando Esteves Pereira

Alívio provisório

Trichet aliviou a pressão dos mercados financeiros sobre Portugal. A compra de dívida pública por parte do Banco Central Europeu baixou o spread pago por Portugal nas OT a 10 anos para 300 pontos face às emissões semelhantes da Alemanha.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 5 de Dezembro de 2010 às 00:30

Isto significa um prémio de risco de 30 milhões de euros em cada mil milhões de empréstimo. Mas nos dias mais agitados, o prémio exigido superava os 45 milhões em cada mil milhões. A acalmia recente não significa que Portugal esteja livre da tempestade. Na bolsa das apostas, a probabilidade de uma intervenção do FMI no primeiro trimestre de 2011 continua a ser extremamente elevada. As necessidades de financiamento de centenas de milhões de euros, associadas a uma previsível recessão, tornam o País demasiado frágil.

Se o País entrar em recessão, o FMI não é a pior coisa que pode acontecer. A descida de nota do crédito de Portugal é uma má notícia para a Banca e para as maiores empresas, que vão ter mais dificuldades no acesso a crédito bancário.

Isabel dos Santos reforçou a sua posição no BPI.A crise baixa as acções,e quem tem dinheiro compra a preço de saldo.

É verdade que Portugal não sofreu o ‘crash’ imobiliário de Espanha ou da Irlanda. Mas a realidade nacional está disfarçada. Basta ver a quantidade de casas nas mãos dos fundos.

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