Barra Cofina

Correio da Manhã

Opinião
9
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Armando Esteves Pereira

Alta pressão externa

Mais cedo do que o esperado chegou a pressão externa para Portugal acertar as contas públicas. Desde a severa intervenção do FMI que um orçamento não estava sob tão apertada vigilância dos mercados financeiros internacionais.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 24 de Janeiro de 2010 às 00:30

O influente ‘Wall Street Journal’ chama ao documento que vai ser apresentado na próxima terça-feira o orçamento do "ou vai ou racha".Se o Governo de Sócrates não conseguir convencer os mercados de que o défice, seguramente superior a 8% do PIB em 2009, vai ser reduzido de forma sustentada, o País será alvo de um ataque intenso, com subida das taxas de juro. No último mês o spread pago pelas obrigações do Tesouro face às congéneres alemãs praticamente duplicou. Após a crise grega, o mundo financeiro olha para Portugal como o outro mau aluno do euro.

A colagem à Grécia é injusta. Há outros países com níveis de endividamento ainda superiores ao português, como Bélgica e Itália. Mas é Portugal que está na corda bamba. E aos mercados financeiros não chegaa retórica de São Bento. Para Portugal acabar coma má fama, o Orçamento tem mesmo de cortar despesa e aumentar receitas.

Cavaco Silva espera um"final feliz" para este orçamento. Mas, no actual quadro político e económico, umfinal feliz possível é apenas evitar uma tragédia maior.

Ver comentários