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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Armando Esteves Pereira

Ameaça aos ovos de ouro

Neste país dependemos da sorte. Escasseia o planeamento.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 30 de Junho de 2020 às 00:50
A gestão política e sanitária da pandemia em Portugal diz muito sobre o país. Dependemos demasiado da sorte, respondemos pela lei do desenrascanço, que até pode resultar de imediato, mas não é a forma de gerir nenhum país, muito menos de controlar uma pandemia. Escasseia o planeamento, a previsão e o rigor .

De início tivemos a sorte de o surto não acelerar tanto como em Itália ou Espanha. Não assistimos cá às imagens caóticas e de desespero nos hospitais, nem aos mortos empilhados em morgues à espera do funeral. Nos primeiros meses os resultados acabaram por ser positivos, mas as infeções na Área Metropolitana de Lisboa, onde as pessoas têm mais contactos, se deslocam mais, onde há mais comunidades desfavorecidas , mudaram a perceção sobre a evolução da pandemia.

Esta mudança tem custos. Se quando éramos bom exemplo ganhámos a final a 8 da Liga dos Campeões, agora colocamos em risco a maior galinha de ovos de ouro do País: o turismo. Já se previa que em termos económicos o verão fosse muito mau, mas se Portugal ficar prejudicado pela subida mais recente dos contágios, o ano será ainda mais catastrófico. Muitas dezenas de milhares de empregos estão em risco.

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