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Leonardo Ralha

Amigalhaço americano

Esta sexta-feira deve ter parecido o 13º dia do mês para quem vê uma audiência de Obama ao Dalai Lama como o encontro entre um homem santo e o velhote careca.<br/><br/>

Leonardo Ralha 16 de Julho de 2011 às 00:30

Num momento de aperto, o ‘amigo americano’ não foi de modas e, pressionado pela má conjuntura, sossegou os compatriotas: "Não somos a Grécia ou Portugal."

Nos próximos dias, o humor nacional dirá que o mal até pode vir por bem – os EUA vão dar conta da existência de Portugal (como se muitos lusitanos soubessem apontar o Wisconsin ou o Michigan no mapa...) –, mas a referência venenosa do líder do país mais poderoso do Mundo foi mais um prego na credibilidade junto dos financiadores internacionais.

Admitindo-se que Obama tem bom senso e um punhado de bons conselheiros, o presidente dos EUA fez um cálculo custo-benefício ao insultar dois aliados – equiparados ao Burkina-Faso da Europa, passe a indelicadeza aos naturais do país africano – e decidiu colocar Portugal e a Grécia no triturador de lixo.

Foi apenas a aplicação do muito americano princípio "Bros before hoes", traduzível (com boa vontade) por "Amigos à frente das gajas".

E quer o destino que sejamos uma ‘hoe’ para o amigalhaço americano.

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