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Correio da Manhã

Opinião
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João Vaz

Anacrónico e nefasto

Os partidos investem tudo na campanha eleitoral das autárquicas, mas há motivos para os questionar sobre a forma como os portugueses são chamados a votar.

João Vaz 15 de Setembro de 2013 às 01:00

Pelo País fora só se veem caras nos cartazes de campanha e no ‘Queridas Autárquicas’, da CMTV, os insólitos de Paulo Pinto Mascarenhas focam sempre histórias dos candidatos.

No entanto, quando chegar o momento de pôr a cruz no boletim de voto, só lá veremos maioritariamente nomes e símbolos de partidos. A democracia faz-se com partidos, mas uma coisa é a organização de forças políticas e outra é a eleição de representantes do povo para exercer os mais diversos mandatos. É uma mistificação estar a eleger partidos para mandatos que, obviamente, se exercem de forma pessoal.

Os eleitores votam em partidos que só respondem politicamente. Nenhum partido se responsabiliza na Justiça pelos crimes de corrupção cometidos pelos seus eleitos. Quando muito, e raramente o faz, destitui-o de funções e entrega-as ao eleito seguinte da lista. Os sistemas eleitorais não são iguais em todo o Mundo e o português, refém dos partidos, além de pesado e caro, é anacrónico e prejudica a democracia e o País.

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