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Correio da Manhã

Opinião
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24 de Julho de 2005 às 00:00
Felizmente, os impulsos noticiosos provocados pelo vazio de candidatos presidenciais tem génese em pais tão diversos como Marcelo Rebelo de Sousa – que lançou o nome de Mário Soares, o único que poderia travar Cavaco e dar-lhe a ele, Marcelo, uma centelha de esperança na sua própria candidatura, há exactamente uma semana, na RTP –; e Freitas do Amaral – que resolveu testar o ambiente do PS perante a sua eventual candidatura.
Mas este meridiano da política, que garante ver o espectro ideológico nacional a girar enquanto ele permanece estático, verificou que ainda aponta demasiado o centro para ser aceite pela esquerda.
A atear o fogo das notícias estão também soaristas e cavaquistas ilustres que almejam o lugarinho em Belém.
É desejável que esta voragem noticiosa não assuste um raro animal político.
A recente dança de ministros na área nevrálgica do Governo acentua a necessidade de equilíbrio e coabitação entre Belém e S. Bento.
Na previsível conjuntura dos próximos anos, convém que a bomba atómica da dissolução esteja disponível e nas mãos severas de um superministro das Finanças: Aníbal Cavaco Silva.
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