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Correio da Manhã

Opinião
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15 de Junho de 2006 às 00:00
Ao quinto dia sucumbi por instantes ao futebol quase sempre monótono deste Mundial, demasiado marcado pelas estratégias dos treinadores e pelo medo de perder.
No fundo, é como se toda a gente acreditasse no equilíbrio. O equilíbrio que o comportamento físico das equipas dita, o equilíbrio que promovemos (o mundo parece melhor quando o pobre Togo quase derrota a rica Coreia), o equilíbrio que achamos preferível ao risco de desequilibrar o adversário.
Ninguém ataca com muitos e, ao contrário dos que descobrem brechas na condição atlética dos jogadores, eu acho-os frescos, demasiado frescos. Tanto que, pelo menos para já, correm quase sempre mais do que os ‘génios’ do adversário, impondo o poder do que foi estudado em casa. Um tédio.
E, portanto, ao quinto dia adormeci, fatigado por tanto futebol igual. A este mar parado escaparam até agora um jogador e um treinador, ambos holandeses. Robben e Hiddink. Infelizmente, depois de ter dado três pontos à Holanda, Robben foi acusado pelos colegas de ser egoísta. Logo ele, o único que em cinco dias perdeu algum tempo a pensar no miúdo que sobrevive em nós.
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