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Correio da Manhã

Opinião
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24 de Maio de 2005 às 00:00
O jogo do Bessa foi à medida de Petit, o médio mais experiente e competitivo do Benfica, referência na Selecção Nacional e o único do plantel de Giovanni Trapattoni que sabia o que era ser campeão nacional.
Num jogo delicado como o do Bessa, Petit foi o primeiro a entender qual o exacto terreno que deveria pisar. No campo, ele constituiu-se em braço armado do treinador e comandou as tropas.
Numa partida assim, em que era proibido perder as referências essenciais (adversários, marcações, tempos de guardar e soltar a bola), Petit foi o anjo da guarda de toda a defesa. E também de Manuel Fernandes, que esteve um pouco abaixo do costume. Começou ali a capacidade evidenciada pelo Benfica para ir alimentando a ideia de que até podia fazer mais um golo, sem empenhar nessa tarefa muita gente.
De resto, Trapattoni encarou o jogo a única forma possível e garantiu que o Boavista, uma equipa que não ganhava desde o ‘derby’ da Invicta também no Bessa, não faria mais do que nos últimos jogos.
Apesar de tudo, o treinador italiano não escapou à sina de muitos anos: ganhou, mas sofreu até à última gota.
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