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Correio da Manhã

Opinião
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24 de Agosto de 2004 às 00:07
O meu vizinho do 2.º direito, diz por exemplo que, desde os clubes importantes ao presidente da Federação e ao pseudo-seleccionador que este arranjou (coitado do Romão), passando pelos jogadores que o dito cujo teve a “coragem” de convocar, não há um só inocente na longa lista de responsáveis pelo ridículo fracasso da nossa selecção olímpica. Fomos para lá a armados em vedetas a falar de medalhas e de pódios para, em três jogos, levarmos duas “cabazadas” e sermos os últimos. É certo que eu também não gostei de algumas coisas.
A conversa redonda e vazia do Zé Romão (que, nos treinos, sublimava a vaidade dos fedelhos só os tratando por “campeões”), a falta de coragem dele e de Madaíl para enfrentarem certos clubes que ora se queixam das “não” convocações (o Baía, por exemplo, desta vez estava convocado, porque é que não foi?), ora das convocações, e chamarem mesmo os três reforços que a selecção devia ter levado (e que não eram, por certo, Frechaut, Boa Morte e Meira), a palhaçada das pseudo- lesões de Quaresma, Postiga e Tiago, a arrogância ‘post mortem’ do doutor Madaíl, etc. Mas olhemos para o desastre com optimismo – a bem dizer, fomos à Grécia distribuir coragem e esperança por países como o Iraque devastado por uma guerra cruel ou a pequena e superpovoada Costa Rica, onde o nosso gesto provocou festas sem precedentes. Fomos, enfim, a alegria dos pobres. E, se calhar, até foi melhor assim: não é que, a seguir, era mesmo a Argentina?!
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