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Correio da Manhã

Opinião
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23 de Outubro de 2010 às 00:30

Foi por sua orientação que, pela primeira vez em Portugal, se arquitectou um plano para atacar a fuga ao Fisco, sendo hoje possível dizer-se que todos os cidadãos são obrigados a assumir as suas responsabilidades, pagando os seus impostos como acontece em todos os países civilizados do mundo.

Toda a gente se lembra do regabofe que reinava no País, com milhares de pessoas individuais e colectivas a enganarem as Finanças, com malabarismos mil. Nenhum governo antes conseguiu moralizar esta questão que introduzia uma profunda injustiça social e invertia, por consequência, os valores comportamentais dos cidadãos.

O herói era aquele que não pagava impostos ou pagava muito pouco, tendo rendimentos elevados. Foi Teixeira dos Santos quem acabou com esse descalabro que deixava o Estado sem as receitas necessárias para cumprir as suas obrigações sociais. Foi Teixeira dos Santos quem delineou um plano equilibrado para corrigir o défice das contas públicas que herdou dos governos anteriores, sem recorrer a respostas extremadas.

Em pouco tempo Portugal atingiu os valores indicados por Bruxelas e isso abriu caminho para a modernização e o desenvolvimento do País. Infelizmente foi sol de pouca dura porque depois caiu-nos em cima uma crise mundial que assolou quase todos os países do mundo e que levou à "debacle" da Islândia, da Grécia, da Irlanda, causadora de graves danos financeiros nas grandes economias mundiais.

Aqueles que por táctica política procuram escamotear a verdade devem ter caído das nuvens quando há dois dias viram o Ministro das Finanças do Reino Unido apresentar o maior plano de austeridade desde a Segunda Guerra Mundial e que compreende o despedimento de 500 mil funcionários públicos, um forte aumento de impostos na ordem de 35 mil milhões de euros e uma redução na despesa de cerca de 95 mil milhões de euros. Mais palavras para quê? A mentira desnuda-se.

É Teixeira dos Santos, de novo, quem está ao leme, determinado a pôr as contas do País em ordem e a rechaçar os ditames dos mercados internacionais, as agências de rating e os agiotas de serviço que querem deixar Portugal de tanga. Acredito que Portugal reconhecerá a Teixeira dos Santos essa tarefa ciclópica e saberá, na hora própria, agradecer-lhe tanta perseverança e sentido de interesse nacional.

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