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Correio da Manhã

Opinião
23 de Setembro de 2011 às 01:00

 

O Governo não revela indícios de ter uma visão sobre o que quer para a economia Portuguesa e em consequência disso não consegue comunicar as medidas avulsas que vai produzindo. Estamos assim perante um grave apagão de estratégia que não facilita o crescimento e a criação de emprego.

O mundo mudou. Uma ruptura social e económica não pode ter uma pilotagem tecnocrática. É necessário dar força às narrativas e aos projectos políticos mobilizadores, não cedendo nos valores e nos princípios, mas adaptando processos e instrumentos aos desafios dos novos tempos.

As forças políticas têm de inovar na forma de fazer política para as pessoas e com as pessoas. É essa a matriz do novo ciclo, que o PS assumiu de forma pioneira no seu Congresso, lançando com isso um repto a todo o espectro partidário. Portugal precisa de mais e melhor política para ter mais e melhor economia. Estará a actual maioria à altura deste repto? Os sinais duma resposta afirmativa ainda não são perceptíveis.

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