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Correio da Manhã

Opinião
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28 de Agosto de 2003 às 00:00
Era fundamental não ficar refém do tempo: no entanto foi precisamente isso que aconteceu. Foram instantes eléctricos e angustiantes, todos eles bem à imagem de Camacho, um treinador que vive do instinto e exige adesão total aos futebolistas. Mas a pressa, apenas a pressa, nunca fez uma equipa.
Era preciso mais. Era preciso jogar com os minutos que passavam e tirar vantagem deles. Sem desesperar e com segurança. O Benfica nunca o soube fazer. É verdade que criou oportunidades de golo suficientes na meiahora inicial para anular o prejuízo. No entanto, também as concedeu à Lazio, revelando uma defesa macia e permeável.
Talvez se Simão tivesse jogado como pode, o resultado fosse outro. Não foi o caso; e agora sobra a Taça UEFA. Talvez seja melhor assim.
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