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Correio da Manhã

Opinião
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Armando Esteves Pereira

Aperto no crédito

A crise do crédito tornou o dinheiro um bem muito escasso. Se antes os bancos lutavam por emprestar e ganhar clientes, agora é vez de apertar a torneira. Há menos crédito disponível, o que pode asfixiar a economia e agravara estagnação a que estaremos condenados pelo menos até final de 2009.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 5 de Outubro de 2008 às 00:30

Mesmo que o senhor Trichet anuncie uma baixa das taxas directoras do BCE (Banco Central Europeu) para aliviar a pressão sobre a frágil economia europeia, as empresas e os cidadãos portugueses não deverão beneficiar de uma baixa da prestação mensal do crédito.

Isto porque os bancos tenderão a aumentar as margens dos empréstimos concedidos. Hoje, a maior dor de cabeça de um banqueiro é conseguir financiamento para manter os negócios. Em Portugal já não há poupança suficiente para tanto crédito.

O reverso da medalha é o interesse renovado nos depósitos a prazo, um produto tão simples mas que afinal derrotou os sofisticados derivados da engenharia financeira. Com tanta necessidade de dinheiro é de prever um regresso das supercontas, com os bancos a melhorarem os juros dos portugueses que têm dinheiro disponível.

A crise já obrigou à intervenção pública em grandes instituições europeias. Felizmente, até agora os maiores bancos portugueses têm resistido à tormenta.

 

 

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