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Correio da Manhã

Opinião
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26 de Maio de 2012 às 15:00

Sendo o tecido empresarial composto principalmente por microempresas e PME, desde logo se divide entre as que exportam e as que dependem do mercado interno. Neste caso, as dificuldades são evidentes, resultantes de um abrandamento transversal da economia, redução do consumo e da forte desaceleração no sector da construção.

Para as exportadoras, o cenário não seria tão negativo, mas verifica-se que quem muito depende dos mercados sul-europeus estará a registar quebras, principalmente nos mercados espanhol e italiano. Existem oportunidades no Centro e Norte da Europa e fora da Zona Euro, como África e América Latina.

Embora conscientes da necessidade de exportar, a maior parte das empresas vê-se com fortes entraves à sua competitividade. Desde já o forte aumento do custo da energia eléctrica, além das sucessivas faltas de acordo na renovação do clausulado da contratação do sector dos químicos e na dificuldade de acesso ao crédito. Esta será a maior ameaça a esta indústria , que vive com falta de liquidez e de meios para investir em equipamentos produtivos. As reformas estruturantes prometidas tardam e as empresas verificam apenas um aumento de custos.

O sector vê o futuro com preocupação e necessita de uma aposta urgente. Só assim se cria valor, se reduz a dependência do exterior e se aumentam as exportações. O sector da transformação de plásticos tem muitas empresas de qualidade, reconhecidas internacionalmente. Façamos votos para que esta erosão da competitividade, causada pela conjuntura económica e algum imobilismo político, não afecte de forma indelével o sector.

Pedro Colaço plásticos primeiro emprego
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