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Correio da Manhã

Opinião
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3 de Abril de 2009 às 00:30

Em meados do século passado era um dos países mais desenvolvidos do Mundo. Após os anos 30, o populismo dos seus governos, com a criação de um Estado tutelar, corrupção e subordinação do Estado a interesses particulares, criou o caldo de cultura que gerou um desastre que ainda hoje continua. Lenta mas continuamente, a Argentina passou de modelo económico a laboratório universalmente disponível do que uma nação não pode e não deve fazer.

Portugal não é a Argentina mas, à sua escala, sofre de uma doença semelhante. Os governos têm-se revelado incapazes de mudar, de facto, o que tem de ser alterado na administração, nos mercados, na justiça. Acresce que a tendência iniciada em 1995 de passar a factura aos nossos filhos e netos das loucuras do presente e dos extraordinários benefícios de alguns só piora as perspectivas para todos. A insistência em obras inúteis é, talvez, o maior sintoma desta doença.

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