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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Fernanda Cachão

Aqueles que correm

A 12 de Agosto de 1984, estivemos todos em Los Angeles. No ‘passeio’ final da nossa primeira medalha de ouro olímpica, corremos também. Carlos Lopes, então com 37 anos, que alguns diziam já ter ficado pelo caminho, ouviu tão justamente o hino e nós com ele ouvimos também.

Fernanda Cachão 30 de Agosto de 2011 às 00:30

Entre todas as imagens de desporto, as do atletismo deviam vir com prescrição médica para males da alma – sem contrariedades clubísticas, o sprint final nunca provoca ataque cardíaco. Na pista, estamos pelo país ou pelo espanto que é a máquina humana em funcionamento.

A corrida dos 400 metros de Oscar Pistorius foi genérico em unidose. Chegou às semifinais o primeiro amputado a participar num mundial de atletismo.

Oscar nasceu há 24 anos, com uma deficiência congénita. Aos 11 meses, amputaram-lhe as pernas. Aos 11 anos, jogava râguebi. A notoriedade global chegou quando nos paraolímpicos quis passar a correr com os outros – próteses de carbono por pernas. "Não somos incapacitados – disse – por causa das incapacidades que temos; somos, isso sim, sempre capazes por aquilo que alcançamos." Ficou pelas semifinais mas alcançou. A perseverança é de carbono.

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