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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

João Pereira Coutinho

Artistas

Quando Joe Berardo apareceu nos radares, a pátria caiu de queixos: o homem tinha dinheiro, é certo, mas também tinha ‘arte contemporânea’ e estava disposto a ‘cedê-la’. <br/><br/>

João Pereira Coutinho 9 de Outubro de 2011 às 01:00

Dito e feito: depois de longa negociação e chantagem sobre os nativos, o Estado recebia finalmente as obras de Berardo. Recebia, vírgula: comprometia-se a investir meio milhão de euros, durante dez anos, numa colecção que não lhe pertencia – e que nada garante que venha a pertencer. Se, até 2016, não houver interesse ou pataco para a comprar, Berardo poderá sempre voar para outros hemisférios com ela. Para trás, ficarão umas dúzias de obras adquiridas e desgarradas, sem préstimo visível.

Eis, em resumo, o negócio de ruína – mais um – que Sócrates nos deixou. E enquanto o novo governo pretende reavaliar a colecção e a desastrosa relação do Estado com ela, alguns perguntam-se como foi isto possível.

Pergunta errada. Na loucura colectiva dos últimos anos, impossível era isto não ter acontecido.

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