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Correio da Manhã

Opinião
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Armando Esteves Pereira

As contas de Lisboa

A Câmara de Lisboa aprovou ontem o plano de saneamento financeiro apresentado pela equipa de António Costa que prevê um empréstimo de 500 milhões de euros e medidas destinadas a conter o ‘monstro despesista’, entre as quais se encontra a diminuição de 30% nas despesas com os avençados.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 4 de Outubro de 2007 às 00:00
A situação financeira que António Costa encontrou na Câmara é, de facto, uma pesada herança que o obrigará a tomar medidas difíceis. O passivo do município ascende a 1,5 mil milhões de euros, com grande parte do endividamento a corresponder a dívidas de curto e médio prazo.
O pior que pode acontecer à cidade é ficar refém de uma situação financeira caótica. Lisboa vale muito mais do que a dívida da sua edilidade. Neste caso, tem mesmo de haver vida para além do défice financeiro. Uma cidade com futuro gerará riqueza e receitas que pagam os pesados encargos do passivo actual. António Costa precisa de pôr rapidamente as contas em ordem, evitar derrapagens futuras e centrar as suas preocupações na cidade que tem sido muito maltratada. É uma urbe abandonada, caótica, suja, envelhecida e decadente. Mas mesmo assim continua a ser das capitais mais bonitas do Mundo e é já o principal chamariz de turistas estrangeiros a Portugal.
Lisboa merece que cuidem dela e que a ajudem a ser mais amiga dos seus residentes, dos que lá trabalham e de quem a visita.
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