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Correio da Manhã

Opinião
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25 de Abril de 2006 às 00:00
Ao longo dos 24 anos que leva como presidente do FC Porto, Pinto da Costa estabeleceu padrões de decisões e comportamentos que ajudam a perceber o que se passa.
Este foi um dos anos em que o presidente teve de falar menos. Muito, creio, porque havia quem resolvesse os problemas em casa – à sua maneira, bem ou mal, Adriaanse encarregava-se disso. Mesmo na confrontação com os Super Dragões, o presidente mandou dizer, nunca se expôs.
Conta-se – estas coisas nunca têm uma verdade clara no FC Porto – que o ponta-de-lança Adriano veio porque a administração da SAD quis, não porque Adriaanse tivesse pedido. O treinador tê-lo-á dito ao jogador. Mas percebeu que a experiência do brasileiro podia ser importante e fez dele titular até ao fim. Até ao golo do título.
Foram estas duas almas, tão diferentes que se completaram, que puxaram o carro do FC Porto 2005/06. Adriaanse tem ainda uma vantagem para Pinto da Costa: não pede a lua quanto a jogadores. E se este FC Porto sub-21 é muito mais caro que os rivais é porque há problemas de gestão que vêm do passado. Adriaanse contentou-se com Sonkaya e Cech e o resto que havia.
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