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Correio da Manhã

Opinião
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2 de Maio de 2009 às 00:00

Daqui a muitos anos, quando Rui Costa fizer o balanço da sua actividade como ‘manager’, recordará com um sorriso nos lábios essa sua primeira vitória (e logo contra o Sporting) numa competição que também acabava de estrear-se. No momento presente, no entanto, a Taça da Liga tem para os benfiquistas – e também para Rui Costa, um benfiquista dos maiores – um sabor agridoce. Melhor dizendo, um sabor a pouco, tendo em conta as ambições naturais do clube e o investimento feito na construção da equipa para 2008/09, recorrendo a nomes ‘para brilhar’ – Aimar, Suazo, Reyes… – mas que não se revelaram jogadores ‘para ganhar’. Talvez tenha sido esta a ingenuidade de Rui Costa, e se há coisa que se perdoe a um novato é, precisamente, a ingenuidade, corrigível com o andar da carruagem.

Além da Taça da Liga, Rui Costa teve outra estreia a registar no palmarés do seu primeiro ano como director desportivo: uma suspensão por 30 dias decretada pela Comissão Disciplinar da Liga, punindo-o por ter dirigido palavras ofensivas ao árbitro do jogo com o Marítimo – que, curiosamente, também se chama Rui Costa mas não é do Benfica – na zona de acesso às cabinas. A opinião pública em geral tem de Rui Costa (o do Benfica) a ideia de um homem polido e de boas maneiras. A revelação do insulto que lhe valeu o castigo veio apenas confirmar essa mesma ideia: 'Vocês deviam ter vergonha das decisões e dos critérios disciplinares que andam a tomar!' Não haja dúvida. A estreia de Rui Costa como dirigente-hooligan foi estrondosa.

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