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Correio da Manhã

Opinião
21 de Janeiro de 2003 às 00:00
Há já muitos anos que nunca todos puxavam para o mesmo lado, o dele. Saudades de quando o número-dois era João Pinto e não uma data de administradores à cabeçada, na ânsia de protagonismo e controlo de negócios. Até o fiel Reinaldo esteve para bater com a porta, farto da gente que não percebe nada da coisa mas passou a ter assento e voz no último piso das Antas. Foi um milagre, um momento de revelação divina que o levou de encontro à parede, a meio da época passada. O risco iluminou então a velha fera endurecida por tantas batalhas. Tratava-se de sobreviver. Como ponta-de-lança dos finos, no momento em que não podia falhar, acertou. Aquele Mourinho foi um enviado dos céus. Aquele acordo com Bartolomeu-barra-Media Capital foi soprado por anjo da guarda chamado em auxílio. E com o espírito beatificado nestes luares, no terceiro golo - o do suspiro de alívio -, deu por si num daqueles momentos em que o tempo pára. Em menos de um apito para bola ao centro, relembrou o quanto fora injusto para Jorge Costa, fez já um ano. O Octávio Machado. A trupe de brasileiros no balneário. Parecia já um infindável pesadelo. E tudo passou num ápice. Como pode um homem agradecer tal dádiva se não a chorar.
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