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Correio da Manhã

Opinião
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21 de Janeiro de 2012 às 01:00

No distrito, existem 100 IPSS com acordos com a Segurança Social, das quais 55 são Centros Sociais e Paroquiais e 24 têm algum vínculo à Igreja, como as Misericórdias ou as obras sociais das congregações religiosas. As 100 instituições acolhem cerca de 12 mil pessoas, das quais mais de 10 mil estão em IPSS da Igreja, ou seja, mais de 80% das pessoas institucionalizadas no distrito são apoiadas directamente por instituições católicas. Além dessas, muitas outras beneficiam do trabalho desenvolvido por essas instituições, como os pais das crianças, ou os filhos dos idosos, confiados a essas IPSS. Creio que o panorama a nível nacional não é muito diferente deste que se verifica ao nível distrital.

Também, tanto ao nível nacional como distrital, existem bons exemplos que comprovam como as Instituições Particulares de Solidariedade Social conseguem fazer muito mais com menos dinheiro do que as instituições estatais, sem diminuir a qualidade de atendimento aos seus utentes, graças ao empenho e à dedicação de inúmeros voluntários, que ajudam a esticar os orçamentos e a melhorar os relatórios de contas. Há mesmo respostas sociais que foram estatais, até no distrito de Bragança, que, entretanto, foram confiadas à Igreja, funcionando, agora, tão bem ou melhor do que antes, com um encargo muito inferior para o Orçamento do Estado.

Raramente o que a Igreja faz bem é notícia, pois é humano e próprio dos media dar mais atenção ao insólito e ao que de negativo acontece do que ao que continuamente e discretamente se faz bem.

É mais fácil criticar a Igreja e denunciar os, agora reduzidos, benefícios fiscais ou o património de que é detentora do que reconhecer o apoio social que ela garante a inúmeras pessoas, sobretudo em tempos de crise, como estes que atravessamos.

Felizmente a Igreja sempre se empenhou em acorrer aos mais necessitados, não para obter o reconhecimento público, mas para ser fiel ao Evangelho em que acredita. "Tudo o que fizerdes a um destes mais pequeninos a Mim o fazeis", disse Jesus.

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