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Correio da Manhã

Opinião
1 de Junho de 2007 às 00:00
Provou-se que o menor foi com o abusador por medo – “mas ele não podia ter dito que não?” pergunta o juiz neste jornal. Há aqui uma visão antiga: considera-se a vítima um auxiliar do crime porque não afugentou o criminoso.
A falta de vontade livre e o terror que o agressor inspira tornam-se meros pormenores. Daí até encarar a vítima como provocador é um simples passo. Que foi dado, durante muitos anos, na violação de mulheres. “Elas” tentavam o macho latino e este, coitado, seguia o seu instinto.
Tudo porque “elas” (agora eles) não diziam “não” tão claramente como gostariam alguns doutos juízes. Acontece que o medo tolda o discernimento de muito boa gente. Embora não seja a única razão…
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