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Correio da Manhã

Opinião
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20 de Janeiro de 2006 às 00:00
Francisco Louçã teve direito a dois espaços televisivos onde, entre falar da reforma da Segurança Social e escutar vozes a apoiá-lo, teve tempo para se elogiar a si próprio. Porque tinha 49 anos. Porque tinha uma vida de luta. Porque estava ao serviço da Esquerda. A mão, em cima do coração, mostrava o seu apelo íntimo.
Como se já estivesse a jurar a Constituição e se preparasse para ocupar os jardins de Belém. Embora a ‘voz off’ advertisse os mais distraídos: Portugal “precisa de um Presidente, não de jarras para decorar o Palácio de Belém”.
Efectivamente, o centro do poder não pode, e não deve, ser uma loja de decoração. Manuel Alegre, que “foi um menino do rio” (até poderia ter sido um “guardador de sonhos” se recuperássemos Alves Redol), teve apoios de peso. Do desporto, nomeadamente: de João Alves a Toni e passando por Jorge Costa.
Mas o mais importante foi o que disse Helena Roseta: os portugueses estão “cansados de jogos políticos”. E de tempos de antena como a generalidade dos que foram vistos, acrescentamos nós.
Jerónimo de Sousa lembrou que a sua é “uma campanha de verdade” e que não são as “sondagens” que votam. Garcia Pereira pediu para se dar “força” à sua voz. Domingo se verá.
O ecrã da propaganda fecha hoje.
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