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Correio da Manhã

Opinião
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João Vaz

As velhas novidades

A tragédia do Haiti e a maneira como as forças militares dos EUA assumiram o controlo daquele país, onde um terramoto provocou o caos absoluto, constituem uma lição de história. E a forma como Obama e o presidente brasileiro Lula da Silva se impõem como líderes do concerto das ajudas é outra solução prevista na história.

João Vaz 17 de Janeiro de 2010 às 00:30

A política mundial é uma realidade em que as novidades são raras. Marketing à parte, muito do que se apregoa como novo é velho de séculos. Em Portugal, temos o drama da dívida pública. Hoje fazemos as contas em euros, que não é uma moeda só nossa, mas a angústia de quem não sabe como dar a volta ao País está escrita logo na abertura do primeiro documento tipo Orçamento do Estado que um ministro da Fazenda apresentou em 1836 aos deputados do reino. E a situação financeira de Portugal já era a mais grave de sempre.

Entre a independência do Haiti, há 206 anos, e o Orçamento do Portugal endividado, um presidente dos EUA, James Monroe (1817-1825), definiu, com apoio da Inglaterra, que as potências europeias não poderiam criar novas colónias na América, nem intervir nos seus conflitos. Por isto, os militares americanos reinam no Haiti e a França não teve autorização para desembarcar um hospital.

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