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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Paulo Fonte

As voltas que a bola dá

É mesmo uma charada para treinadores de bancada. Roberto, esse mesmo, o guarda-redes odiado pelos benfiquistas e estimado pelos adversários, foi eleito pelo site oficial da Liga espanhola de futebol como o guardião do onze ideal da época. A vingança serve-se fria e não é difícil imaginar o largo sorriso de Jorge Jesus, seguido de um comentário – "Afinal, quem é que tinha razão?"

Paulo Fonte(paulofonte@cmjornal.pt) 19 de Maio de 2012 às 01:00

O guarda-redes – 61 golos sofridos ao serviço do Saragoça – entrou numa equipa onde constam nomes como Ronaldo e Messi e em seu favor joga uma mão-cheia de defesas importantes que ajudaram a manter a equipa no escalão principal.

Comprado pelo Benfica por 8,5 milhões de euros e, mais surpreendente, vendido por mais 100 mil euros, chegou com o rótulo de craque. Nunca se impôs e acabou com queixas à falta da margem de erro. Lamento sem sentido de alguém que acumulou falhanços incríveis, só cobertos por um técnico decidido a não dar o braço a torcer.

O futebol é mesmo um desporto surpresa e não é de admirar que um dia destes o próprio Emerson, vencedor na Luz do troféu ‘jogador mais detestado’, seja escolhido para uma qualquer selecção ideal. De preferência num país longínquo, dirão os mais críticos.

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