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Correio da Manhã

Opinião
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1 de Dezembro de 2006 às 00:00
Habituados a bombardeamentos massivos e acções terroristas espectaculares, voltamos ao horror infinitamente pequeno: a caça pessoalizada de vítimas.
A nova moda devia tranquilizar-nos: enquanto o pau vai e vem, pessoa a pessoa, estatisticamente folgam as nossas costas. O problema é que estes modernos atentados parecem ser feitos com polónio-210, produto radioactivo, o que nos evoca medos antigos. Afinal, a guerra nuclear não foi abandonada, só foi tornada personalizada.
Tal como pode ter ‘personal trainer’, ‘private bank’ e tantas assistências personalizadas, eis, agora, a bomba atómica só para si.
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