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Correio da Manhã

Opinião
26 de Novembro de 2004 às 00:00
No papel de ponta-de-lança das manobras dilatórias a causídica que agora defende Ferreira Diniz. Pelo teor do primeiro requerimento de sua responsabilidade se-rá dali, da defesa do médico do Ferrari, que virá a linha dura contra o início do julgamento.
Até onde irá? Até onde for legalmente aceitável. Até ao incidente de escusa, estou em crer.
Com o odioso público a correr por conta desta advogada anónima, os defensores mais mediáticos reservam-se para os próximos capítulos. Mas, se for necessário, lá veremos refeita a frente comum que adiou para nunca a desejável – e comum nos países mais avançados – inquirição para memória futura.
Entretanto, Carlos Cruz, que nas várias entrevistas declarou nunca ter sentido mais animosidade nas pessoas com quem se cruzou desde que saiu da cadeia do que meros virar de olhos, sentiu hoje na pele os insultos que o acompanharam da manhã ao fim da tarde.
Foi uma imprudência julgar que um arguido num processo deste tipo se podia passear entre a horda de mirones que sempre se junta próximo do tribunal. Uma má avaliação, paga bem caro por este profissional da imagem.
Monsanto é mais indicado e menos penoso para todos os envolvidos.
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