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Correio da Manhã

Opinião
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António Magalhães

Até parecia bruxo e não era da Guiné

Um exemplo de que há métodos mais eficazes para superar desafios.

António Magalhães 1 de Julho de 2017 às 00:30
O ‘Emailgate’ atirou agora para a praça pública um bruxo da Guiné com ligações a um coronel daquele país e deste ao Benfica. Há muito tempo que o futebol português tem associados bruxos e outros macumbeiros capazes de convencer os mais crédulos dos seus ‘milagres’.

Felizmente, o futebol evoluiu e outros métodos passaram a ter mais peso nas convicções dos homens da bola.  O tratamento de dados passou a ser uma das preocupações dos departamentos técnicos e hoje qualquer treinador que se preze não abdica de informação rigorosa do ponto de vista estatístico para tomar opções e construir estratégias.

São elementos de preciosa utilidade que contribuem para decisões assentes não apenas nesses dados mas sim num leque de informação multidisciplinar.

Há dias, o ‘Record’ publicou um trabalho muito interessante sobre um denominado projeto de inteligência competitiva que se dedica à análise da marcação de penáltis.

Ora, nem de propósito, o estudo do perfil das grandes penalidades da seleção do Chile veio a ter correspondência com a dura realidade experimentada pela seleção portuguesa na meia-final da Taça das Confederações.

Com impressionante precisão, Alexandre Real, responsável por este gabinete de análise, "adivinhou" como é que Vidal e companhia iam bater os penáltis e alertou para aquilo que os portugueses não deveriam fazer.

Só que às vezes, nem essa informação fidedigna e científica chega para superar desafios tão stressantes.
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