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Correio da Manhã

Opinião
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7 de Janeiro de 2005 às 00:00
O défice excessivo (acima de 3% do PIB) tem sido da ordem dos três mil milhões de euros por ano. O governador do Banco de Portugal frisou que as receitas extraordinárias, embora sejam justificáveis, em casos pontuais, têm de ser reduzidas.
Além de comprometerem orçamentos futuros, com a antecipação de receitas, e criarem responsabilidades, o abuso destas medidas criou a ilusão de que o problema orçamental estava em “vias de resolução ou que o tempo acabaria por resolvê-lo sem novas medidas”. O governador desmentiu, assim, a promessa de Outono do actual primeiro-ministro.
O Estado precisa de ser gerido com mais rigor e a austeridade é inevitável. Mexer nas despesas implica enfrentar interesses corporativos e requer coragem, mas não podem ser os contribuintes, ou mais especificamente os trabalhadores por conta de outrem, a pagar exclusivamente a conta.
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