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Correio da Manhã

Opinião
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24 de Janeiro de 2010 às 00:30

Tal legislação aplicada a uma força de segurança surge como naturalmente desajustada. A natureza imprevisível da actividade policial e a interferência de factores externos impossibilitam a quantificação de resultados e, por consequência, a aplicação deste sistema de avaliação. Fosse a criminalidade rigorosamente previsível e estaria erradicada pela capacidade de antecipação das polícias.

Então, como se avalia polícias por objectivos? Pelo número de multas? Este é um tema que merece reflexão. Se, em segurança pública, a prevenção do crime é o objectivo principal, como se quantifica a eficácia da prevenção?

A avaliação que a opinião pública faz da segurança no nosso país é negativa e é essa que nos deve preocupar. O sistema arbitrário que se quer ‘a ferros’ na GNR não irá promover a valorização profissional nem a qualidade da segurança pública, antes agravará o espírito de subserviência que encontrará neste regulamento terreno fértil para evoluir.

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