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Correio da Manhã

Opinião
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João Vaz

Aversão à mudança

A realidade impõe repetidamente a necessidade de mudar. O Homem, criatura inteligente, sabe que a vida é assim, mas nas sociedades geram-se confrontos sem fim entre quem quer a mudança e quem receia perder bem-estar, riqueza e privilégios. O destino inelutável está, contudo, na mudança. É paradigmática a reflexão de Tomasi di Lampedusa em ‘O Leopardo’: "Algo deve mudar para que tudo continue como está."

João Vaz 21 de Agosto de 2011 às 00:30

O País destroça-se hoje entre mudar ou seguir igual, sendo que a última opção nos condena ao definhamento. Não podemos pensar que tratamos da dívida com os mercados e resolvemos a vida com o Estado. Logo porque o Estado depende dos próprios cidadãos e se revela estéril na produção de riqueza. A sua função é reguladora. E vantajoso é que a exerça de forma equitativa.

É necessário praticar a mudança. Inovar, trabalhar e acabar com sorvedouros de dinheiros públicos como a Expo. Acertem-se as contas, mas não se desperdice tempo a discutir se o Parque das Nações é de Lisboa, de Loures ou de outro município em que o Estado se divide hoje e se pode redesenhar amanhã. Acabe-se com a aversão à mudança. É melhor mudar por iniciativa própria do que forçado por outros.

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