Barra Cofina

Correio da Manhã

Opinião
8
19 de Janeiro de 2007 às 00:00
Cada vez mais caminhamos para uma medicina defensiva, em que se receitam medicamentos e exames a mais, atirando os custos da saúde para números que não podemos pagar. E digo todos nós nos países desenvolvidos, ou supostamente desenvolvidos.
Confesso que me espantam estes números, mais a mais porque para tomar um medicamento tenho de ser muito bem convencido.
Em Portugal, ainda pouco se fala de medicina complementar, que tenta curar sem medicamentos, sobretudo nos casos de problemas psicológicos. Quem tiver interesse, faça uma busca na internet por David Servan-Schreiber, médico francês que tem de-senvolvido muito esses conceitos. Não é contra os medicamentos, é só contra eles onde não resolvem problemas.
Descobri há uns anos o seu livro ‘Guérir’ (‘Curar-se’), onde explicava como, para tantos velhos solitários que o procuravam, o melhor remédio era um pássaro, um aquário, ou apenas flores. Algo que os fizesse comunicar com a vida.
Diz também – algo que me conforta pessoalmente – que a primeira causa de enfartes não é o tabaco, ou a falta de exercício, mas o excesso de stress. E não há medicamento para isso, a não ser outro tipo de vida.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)