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Leonardo Ralha

Avozinha do Nobel

Uma escolha segura, que adia a opção entre Roth, McCarthy ou Murakami.

Leonardo Ralha 13 de Outubro de 2013 às 01:31

É preciso recuar até 1931, ano de nascimento de Alice Munro, para encontrar uma justificação tão seca e sucinta quanto aquela a que a canadiana teve direito ao vencer o Nobel da Literatura.

Ser apresentada como a "mestre da short story contemporânea" – há 82 anos foi pior, pois a Academia Sueca não gastou mais palavras além de "a poesia de Erik Axel Karlfeldt" na consagração póstuma do conterrâneo – contrasta com as referências ao "realismo alucinatório" com que o chinês Mo Yan, vencedor em 2012, "junta contos populares, História e o contemporâneo".

Reduzir o mérito de Munro à mestria nas histórias com poucas páginas é transformar a autora, que tem recriado a vida quotidiana de forma notável, numa avozinha do Nobel da Literatura. Uma escolha segura, que adia a opção entre Roth, McCarthy ou Murakami.

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