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Correio da Manhã

Opinião
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F. Falcão-Machado

Balanços

Não deixa de ser significativo que tantas entidades se dediquem nestes dias a fazer um balanço do ano que termina.

F. Falcão-Machado 31 de Dezembro de 2009 às 00:30

A começar pelos chefes de Estado e de governo de quase todo o Mundo, passando pelas hierarquias religiosas e académicas e terminando em inúmeros cronistas e comentadores dos media, poucos são os que se abstêm do exercício de comunicar a sua mensagem. A reflexão sobre o que se fez e sobre o que se tenciona fazer parece seduzir um universo cada vez mais vasto de figuras públicas e de fazedores de opinião. E bom é que assim seja. O homem vive da esperança e sem ela a vida tornar-se-ia rasteira e sem horizontes.

Mas serão tais mensagens eficazes? Com o excesso de repetição, os riscos de banalização podem por vezes inutilizar esse tipo de iniciativas. A própria palavra que se lhe associa – balanço – se teve inicialmente um significado de equilíbrio está hoje talvez mais conotada com a avaliação contabilística de ganhos e perdas.

Do ponto de vista internacional, 2009 foi um ano de propostas desafiantes. E se, por um lado, a recente Cimeira do Ambiente, em Copenhaga, terá ficado aquém das expectativas, já o Tratado de Lisboa, por outro, continua a ser uma exigência à altura das ambições pan-europeias. Em ambos os casos, porém, o balanço de final de ano é claro: estamos perante projectos que ainda nos vão pedir muitos esforços.

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