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Correio da Manhã

Opinião
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Joana Amaral Dias

Bater na Madeira

Cada cavadela, cada minhoca. Em Agosto, foi descoberto um ‘deslize’ nas contas da Madeira de 500 milhões, ao qual o ministro das Finanças se referiu com afável beneplácito.

Joana Amaral Dias 17 de Setembro de 2011 às 00:30

Agora, destapou-se mais um buraco e o resultado é mais uma batelada de massa nos défices de 2008 a 2011. Chegámos à Madeira. Se isto não é um caso de polícia, o que é? Se não é isto que ameaça a coesão e a solidariedade territorial, o que será? O primeiro que devia ser chamado à pedra é Alberto João Jardim, que tem governado a "ilha desonesta", como é apelidada pela comunicação social estrangeira, de um modo grotesco, recebendo todas as ajudas e devolvendo insultos. Claro que os próprios madeirenses há muito que deviam ter aberto os olhos.

Mas há mais. Cavaco Silva também é um dos responsáveis pela contínua impunidade do Governo Regional, e tem de tomar posição. Se não é isto que ameaça o regular funcionamento das instituições, também é difícil imaginar o que será. Já o PSD e Passos Coelho não podem continuar calados. Pois. Mas se alguém espera que a República dê um murro na mesa, é melhor esperar sentado. De preferência, à sombra da bananeira.

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