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Correio da Manhã

Opinião
9 de Novembro de 2004 às 02:01
Odesabafo de Simão de que nem todos percebiam a dimensão do Benfica fez eco no balneário. E, frente ao V. Setúbal, a equipa recuperou a consistência e a eficácia que nos primeiros jogos da época deixaram os ‘encarnados’ a sonhar com o título.
Trapattoni foi dos que ouviu com mais atenção. É verdade que o treinador beneficiou do regresso de Petit – a equipa ganha logo poder de choque e rapidez na saída para o ataque – e de incríveis falhas defensivas do V. Setúbal, mas reconheça-se que abdicou finalmente da sua tradição defensiva e apostou em dois pontas-de-lança.
A fórmula, aliás, devia ser obrigatória na Luz, porque assim se exige a um campeão e porque são evidentes os efeitos positivos que isso tem nesta equipa. E os protagonistas da dupla até são secundários, como se viu após a troca forçada de Nuno Gomes por Sokota. Dos três avançados, o mais regular é Karadas, pelos golos que marca e pela forma aguerrida como disputa cada jogada. Ficou, igualmente, claro que Geovanni dá, neste momento, maiores garantias do que João Pereira, sobretudo porque torna a equipa menos dependente de Simão.
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