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Correio da Manhã

Opinião
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28 de Novembro de 2006 às 00:00
Os três grandes ganharam à justa e ficou tudo na mesma: Porto e Sporting destacados na frente com uma vantagem considerável sobre o Benfica (9 e 7 pontos). É verdade que o Benfica tem um jogo em atraso e pode reduzir o défice, mas por ora as contas são estas.
Para Fernando Santos, o tempo das grandes decisões chega muito cedo. Na próxima sexta-feira o Benfica joga em Alvalade e na quarta seguinte (dia 6) em Old Trafford. Não vale a pena estar com eufemismos. É a doer. No espaço de sete dias, sem Miccoli (?), o Benfica joga a sobrevivência no campeonato e na Liga dos Campeões. Em Alvalade está proibido de perder: uma derrota, aliada à presumível vitória do Porto no dérbi com o Boavista (Dragão), deixa o Benfica a 10 pontos do Sporting e a 12 do Porto. É muito ponto de atraso para os dois concorrentes directos. Depois, o Benfica está obrigado a vencer em Manchester para seguir na ‘Champions’. Não há impossíveis – e o Benfica provou-o na época passada – mas, convenhamos, não é o mais provável. Em resumo: corre tudo bem e o Benfica ganha um fôlego tremendo; corre menos mal e o Benfica, enfim, salva uma das duas frentes; corre tudo mal e Fernando Santos acorda a 7 de Dezembro com uma dor de cabeça grande.
O Sporting está longe da fulgurância do início de época, mas continua muito eficaz no campeonato. Mesmo com um meio-campo em quebra e uma frente atacante em crise, a verdade é esta: o Sporting chega ao dérbi eterno com possibilidade de ‘estacionar’ o Benfica a 10 pontos. Nos últimos tempos, é um facto que o Sporting [4 vitórias em 6 confrontos] e Liedson [seis golos!] têm desferido golpes profundos na nação encarnada... embora nenhum deles tão decisivo como aquele desferido por Luisão, de cabeça (aos 83 minutos) no jogo do título, em Maio de 2005. E isso leva-nos a outra constatação. A tendência do Sporting de falhar nos momentos-chave. Que vem da desgraçada recta final de 2004-05, com Peseiro, e que Paulo Bento, apesar do trabalho notável, ainda não pôs cobro. Ele próprio perdeu duas decisões com o Porto na época passada (Liga e Taça) e este ano, além do empate cedido em casa com o Porto (1-1), não conseguiu evitar a derrota em Milão. Decisiva.
Bento parte para o dérbi bem mais confortável do que Santos. Jesualdo, esse, sorri. Talvez venha a ser ele o único vencedor de sexta-feira.
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