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Correio da Manhã

Opinião
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21 de Abril de 2005 às 00:00
Começou o seu pontificado no início da I Grande Guerra, em Agosto de 1914. Três anos mais tarde, em 1917, apresentou um plano aos beligerantes com sete pontos para a paz imediata. Mas a iniciativa foi mal recebida, sobretudo pela França e Inglaterra, por considerarem que o plano era claramente pró-alemão. Na altura, os aliados tinham a guerra praticamente ganha e a sua diligência foi tão mal recebida que o Vaticano acabou afastado da participação no acordo de paz. Isto não o impediu que continuar a fazer concordatas e de tentar restabelecer relações diplomáticas com diversos países. A sua ligação a Portugal é curiosa, já que manteve com Salazar um relacionamento muito especial. Salazar era um importante dirigente católico e recebeu instruções para separar os católicos dos monárquicos. O movimento católico entendeu-se com a República e, em 1932, três dias após a morte de D. Manuel II, em Inglaterra, Salazar é nomeado Presidente do Conselho.
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