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Correio da Manhã

Opinião
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21 de Janeiro de 2011 às 00:30

Como é que alguém que aceitou ser conselheiro de Estado de um órgão presidido por Cavaco Silva só agora descobre que o actual Chefe de Estado é um perigo para a democracia, para além de um permanente suspeito de supostos envolvimentos em diversas manigâncias?

Como é possível desperdiçar numa penada o capital político de um milhão de votos conquistados em 2006?

Há apenas uma resposta para todas estas perguntas e chama-se Bloco de Esquerda. A desastrada estratégia de Alegre, autêntico elefante em loja de porcelanas, serviu também os objectivos imediatos de Sócrates, apostado no desgaste de Cavaco. Baseou-se, porém, no tradicional guião das campanhas do Bloco de Louçã e Rosas. Eles não têm nada a perder, como se vê. Ao contrário de Portugal e dos portugueses.

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