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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Francisco José Viegas

Blog

A imagem não engana, não é manipulada nem chega através de mediadores comprometidos ou falsamente independentes do "mundo do futebol".

Francisco José Viegas 28 de Maio de 2013 às 01:00

É o retrato da dor: ao cair de joelhos no Estádio do Dragão, ao olhar para o céu no Arena de Amesterdão e, finalmente, ao oferecer o seu rosto para o esgar do sofrimento, à beira das lágrimas, no Estádio Nacional, anteontem. Jorge Jesus não enganou ninguém, nem sequer os seus indefectíveis. Limitou-se a ser o personagem de uma tragédia pessoal traduzida no lema dos grandes heróis que ninguém perdoa: falhar, falhar de novo, falhar melhor.

A frase é de Samuel Beckett (de ‘Worstward Ho/Pioravante Marche') e ilustra o drama do homem cercado pela derrota, pelo dever e pela multidão ululante. É impossível não guardar simpatia, não pelo que ele é, mas pelo que representa. Ele cumpriu o desígnio de Beckett: "Tentar outra vez. Falhar outra vez. Falhar melhor."

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