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Francisco José Viegas

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Mia Couto foi um dos autores das últimas décadas que, com a sua obra – a sua voz –, mais contribuíram para o chamado "prestígio internacional da Língua Portuguesa". A sua língua, a nossa língua.

Francisco José Viegas 29 de Maio de 2013 às 01:00

Relembro a participação de Mia em festivais, conferências, encontros de escritores e leitores, e a forma como os seus livros (a sua língua, a nossa língua) cativavam leitores de mundos totalmente diferentes. O Prémio Camões que agora lhe é atribuído deve salientar este aspeto, nada secundário.

Romances como ‘Terra Sonâmbula’, ‘A Varanda do Frangipani’, ‘O Último Voo do Flamingo’ ou ‘Jesusalém’ ajudaram a criar uma comunidade de leitores atentos e sinceros, militantes – como são os leitores que fazem a história dos livros. E Mia tem o resto: aquela tranquilidade de um escritor que ama a literatura porque sabe que ela é apenas o centro do vulcão. O resto são os seus cenários e os seus personagens.

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