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Francisco José Viegas

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O Goncourt é hoje um prémio sem a vital importância de outros tempos, quando era disputado por livros efetivamente lidos. Mas a atribuição a Michel Houellebecq (n. 1956) é uma revolução na mais recente tradição literária do prémio.

Francisco José Viegas 9 de Novembro de 2010 às 00:30

Houellebecq é o provocador, o politicamente incorreto, o autor ameaçado pelos radicais muçulmanos e detestado pela esquerda, o misantropo que tenta, nos seus livros, uma crítica do afecto e da ‘perda do humano’. Não faltarão, contra ele, vozes e estandartes estabelecidos sobre o preconceito. Na literatura europeia atual (um conceito inexistente), Houellebecq é um solitário talentoso, isolado, invejado e mal querido. O Goncourt reconhece, pelo menos, o seu inegável ‘direito a existir’ e a ser mencionado nas letras francesas.

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