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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Manuel Catarino

Bombista pelos ares

O método utilizado pelo assassino não está ao alcance de um aprendiz qualquer: dois telemóveis e uma bomba – um, preso à bomba, serve de detonador, o outro faz a chamada fatal, à hora certa, e manda tudo pelos ares.

Manuel Catarino 5 de Julho de 2012 às 01:00

Assim morreu o dono do ‘Avião’ – um bar de alterne, rasca e decadente, perto do aeroporto de Lisboa. A Polícia Judiciária conseguiu reconstituir o telemóvel destruído na explosão e descobriu-lhe o número. O mais difícil estava feito. A partir daí, chegou com relativa facilidade ao segundo telemóvel – utilizado para a chamada que fez accionar a bomba.

O assassino estava apanhado: a facturação detalhada mostrava, sem qualquer dúvida, os números marcados, e as horas a que o foram, pelo telemóvel do suspeito. Prova irrefutável? Sim – segundo o Ministério Público, o juiz de instrução criminal e o tribunal que condenou o assassino a 22 anos de cadeia. Mas a nossa Justiça tem partes gagas. Um juiz desembargador – Carlos Benido, que há tempos ajudou a absolver Carlos Melancia – considerou nula a facturação detalhada. O assassino foilibertado.

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