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Correio da Manhã

Opinião
2 de Março de 2010 às 00:30

‘Ruptura’ significa rompimento, quebra de continuidade – mas o que Rangel agora defende é aquilo que Ferreira Leite já tinha sustentado. Na verdade, as (poucas) ideias que Rangel até agora revelou foram advogadas por quase todas as lideranças do PSD nas últimas décadas. O que não admira: Rangel, para o bem e para o mal, é o lídimo herdeiro da ideologia que tem dominado o poder laranja, chame-se esta cavaquismo, marcelismo ou leitismo.

Quando Rangel apregoa a ‘ruptura’, sem o saber, está a repisar o adágio de Lampedusa que Visconti nos contou no ‘Il Gattopardo’: ‘É preciso que tudo mude para que as coisas fiquem na mesma’.

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